Moça-branca
Frieseomelitta doederleini

Descrita em 1900 por Friese. Espécie exclusiva do Brasil, com ampla distribuição pelo Nordeste — Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe —, com localidade-tipo na Bahia (a localidade original publicada, "Chiriqui, Panamá", foi posteriormente identificada como um erro de rotulagem). Seu nome é uma homenagem ao Prof. L. Doederlein. Documentada desde 1845, num dos primeiros textos sobre as abelhas do Piauí, sob o nome "moça-branca". Poliniza abacate (Persea americana). Curiosidade taxonômica: o próprio espécime designado como lectótipo em 2003 apresenta asas transparentes, divergindo da descrição original de Friese, que mencionava asas com base fumegada e ápice leitoso — uma inconsistência ainda sem solução definitiva. É conhecida popularmente como "moça-branca" e "mané-de-abreu".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Friese (1900), Oliveira (2003), Castello Branco (1845), Castro (2002).
Também conhecida como
moça-branca, mané-de-abreu
Onde ocorre
Estados (Brasil): Bahia (BA), Ceará (CE), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG), Paraíba (PB), Pará (PA), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN), Sergipe (SE)