Limão
Lestrimelitta limao

Descrita em 1863 por Frederick Smith, exposta com amostras de mel e cera na Exposição Internacional de 1862, no Pavilhão Brasileiro — a espécie de referência que deu nome ao gênero inteiro das "abelhas ladras". Espécie exclusiva do Brasil, registrada na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo. OBSERVAÇÃO TAXONÔMICA: por décadas, praticamente todas as "abelhas ladras" do Brasil foram identificadas erroneamente sob esse nome, até que revisões taxonômicas recentes separassem diversas espécies distintas anteriormente confundidas com ela (incluindo L. sulina, L. danuncia, L. rufipes e outras). Documentada desde 1560, no relato do Padre José de Anchieta, um dos primeiros registros de fauna brasileira já feitos, sob o nome "eíra quãyetâ" — um dos registros históricos mais antigos de toda a nossa catalogação. A secreção da glândula mandibular contém citral, responsável pelo característico cheiro de limão que dá nome à espécie, usado para desorientar colônias invadidas. Seu mel é considerado tóxico, mas com uso medicinal tradicional documentado. É conhecida por uma grande variedade de nomes populares: "limão", "irati", "iriti", "irutim", "eira-aquaietá" e "mosquito-grande".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Smith (1863), Anchieta (1812/1560), Schwarz (1948), Marchi & Melo (2004, 2006), Castello Branco (1845).
Também conhecida como
limão, irati, iriti, irutim, eira-aquaietá
Onde ocorre
Estados (Brasil): Bahia (BA), Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Rondônia (RO), São Paulo (SP)