Manduri-rajada
Melipona asilvai

Descrita em 1971 por Moure. Pertence ao subgênero Melipona (Melipona). Espécie exclusiva do Brasil, típica da caatinga nordestina, registrada em Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, com localidade-tipo em Maracás, Bahia, a 900 m de altitude. Seu nome é uma homenagem ao Dr. Aristóteles Araújo de Godofredo Silva. Nidifica em ocos de árvores como Commiphora leptophloeos e Caesalpinia pyramidalis, típicas da caatinga. Apresenta um comportamento alimentar bastante versátil, incluindo coleta de recursos não florais como água, resina, urina, carne e sais minerais — hábito importante em ambiente semiárido de recursos escassos. Seu mel foi caracterizado fisico-quimicamente em diversos estudos científicos, e é tradicionalmente criada em potes de barro na região da Chapada Diamantina, Bahia. É registrada com um parasita ácaro, Pyemotes triticalis. É conhecida popularmente como "rajada", além de "uruçu-mirim" e "manduri" em alguns registros.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Moure (1971, 1992), Lorenzon & Matrangolo (2005), Castro (2005), Souza et al. (2004), Martins et al. (2004).
Também conhecida como
rajada, uruçu-mirim, manduri
Onde ocorre
Estados (Brasil): Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Minas Gerais (MG), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN), Sergipe (SE)