Xunan-cab
Melipona beecheii

Descrita em 1831 por Bennett. Pertence ao subgênero Melipona (Melikerria). Não ocorre no Brasil. É amplamente distribuída no México (15 estados), Belize, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua e Panamá, com localidade-tipo provável na costa do Pacífico mexicano, entre Mazatlán e Acapulco. É a abelha sagrada dos maias, com meliponicultura tradicional praticada há séculos por essa civilização e mantida até hoje por comunidades da Península de Yucatán, criada em troncos ocos chamados "jobones". Tem enorme importância cultural e econômica: mel usado para fins medicinais e rituais, cera empregada historicamente até em litografia (impressão) em Cuba. Tema de dezenas de estudos científicos sobre determinação de castas, comportamento de rainhas, produção de machos e conflitos sociais dentro da colônia — incluindo um fenômeno documentado de "execução de rainhas" pelas próprias operárias. Infelizmente, é espécie ameaçada, com extinção local documentada em parte de seu território tradicional na Península de Yucatán devido à perda de hábitat e mudanças na meliponicultura tradicional. Possui uma extraordinária quantidade de nomes populares ao longo de sua distribuição: "abeja-real", "yilkil-cab", "colel-cab", "xunan-cab", "colmena-cab", "jicote-gato", "royal-bee", "lady-bee", entre outros, refletindo sua profunda relação com diferentes culturas mesoamericanas.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Bennett (1831), Schwarz (1932, 1948), Weaver & Weaver (1981), Villanueva-G, Roubik & Colli-Ucán (2005), Wenseleers et al. (2004), González-Acereto (1991, 2005).
Também conhecida como
xunan-cab, abeja-real, colel-cab, jicote-gato, royal-bee, criolla
Onde ocorre
Outros países: MX, BZ, CR, CU, SV, GT, HN, JM, NI, PA