Uruçu-Capixaba
Melipona capixaba

Descrita em 1994 por Moure & Camargo. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Espécie exclusiva do Brasil, com distribuição extremamente restrita — conhecida apenas de quatro municípios do Espírito Santo (Alfredo Chaves, Conceição do Castelo, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante), com localidade-tipo em Domingos Martins. Seu nome vem do tupi kapi'xawa (terreno de plantação), também usado como apelido carinhoso para os habitantes do Espírito Santo ("capixabas"). É uma espécie criticamente endêmica e considerada ameaçada de extinção, com risco documentado associado ao desmatamento e à hibridização natural com Melipona scutellaris — um caso raro de cruzamento genético entre espécies diferentes de Melipona documentado cientificamente. Nidifica na base de troncos de árvores, em altitude, com comportamento defensivo agressivo. Seu ninho já foi hospedeiro de fungos, larvas de moscas (Milichiidae) e ácaros. É conhecida popularmente como "uruçu-preto", "uruçu-negra" e "pé-de-pau".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Moure & Camargo (1994), Melo (1996), Nascimento, Matusita & Kerr (2000), Kerr (2001, 2002), Luz et al. (2011).
Também conhecida como
uruçu-capixaba, capixaba, uruçu-preto, uruçu-negra, pé-de-pau
Onde ocorre
Estados (Brasil): Espírito Santo (ES)