Uruçu-boca-de-barro
Melipona crinita

Descrita em 1950 por Moure & Kerr, originalmente como subespécie de Melipona fuscata. Registrada na Bolívia, Brasil (Acre, Amazonas e Rondônia), Peru e Venezuela, com localidade-tipo às margens do Rio Chaparé, Bolívia. OBSERVAÇÃO TAXONÔMICA: como interpretada atualmente, constitui na verdade mais de uma espécie — a forma que ocorre no Panamá e Costa Rica ainda não foi formalmente descrita. Seu mel é registrado como potencialmente tóxico em algumas fontes. Foi objeto de estudo sobre desmatamento em Rondônia (Brown & Albrecht, 2001) e de pesquisas sobre a composição química da membrana dos ovos, que permite às rainhas posicioná-los verticalmente sobre o alimento larval líquido. É conhecida pelos indígenas Kaxinawá do Acre por múltiplos nomes: "jandaíra-maior", "maria-preguiçosa", "uruçu-vermelha" e "buná-bissu-tashipaki", além de "uruçu-amarela-avermelhada" e "uruçu-amarela" no Brasil em geral.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Moure & Kerr (1950), Brown & Albrecht (2001), Oliveira (2002), Jungnickel et al. (2001), Nogueira-Neto (1997).
Também conhecida como
uruçu-amarela-avermelhada, jandaíra-maior, jandaíra-amarela, uruçu-boca-de-barro, maria-preguiçosa, uruçu-vermelha
Onde ocorre
Estados (Brasil): Acre (AC), Amazonas (AM), Rondônia (RO)
Outros países: BO, PE, VE