Beiço ou Eburnea
Melipona eburnea

Descrita em 1900 por Friese. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Registrada na Bolívia, Brasil (Acre e Amazonas), Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, com localidade-tipo nas Yungas bolivianas e em Vilcanota, Peru. Poliniza orquídeas do gênero Maxillaria (incluindo esquemas de polinização enganosa) e o urucum (Bixa orellana), planta de grande importância econômica e cultural na América do Sul. Já foi registrada em comportamento necrófilo/coletor de detritos no Peru. É criada e utilizada por diversos povos indígenas, incluindo os Nukak na Colômbia, com uso tradicional do mel para fins medicinais. Seu mel foi extensivamente caracterizado quimicamente na Venezuela, incluindo estudos sobre potencial atividade anticatarata de flavonoides. Recebe uma quantidade impressionante de nomes populares ao longo de sua distribuição: "manui-bara", "abeja-real", "kenoma", "manui-gore", "abeja-pacucho", "ronsapilla", "abeja-mansa", "alá", "guanota" e "real".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Friese (1900), Schwarz (1932, 1948), Baumgartner & Roubik (1989), Cabrera Becerra & Nates-Parra (1999), Rasmussen & Castillo (2003), Dodson (1962, 1967).
Também conhecida como
manui-bara, beiço, abeja-real, kenoma, abeja-mansa, alá, guanota
Onde ocorre
Estados (Brasil): Acre (AC), Amazonas (AM)
Outros países: BO, CO, EC, PE, VE