Tiúba
Melipona fasciculata

Descrita em 1854 por Frederick Smith. Pertence ao subgênero Melipona (Melikerria). Espécie exclusiva do Brasil, registrada no Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins, com localidade-tipo em Pará. É uma das espécies de Melipona mais importantes economicamente para a meliponicultura no Maranhão, com décadas de pesquisa científica de Warwick Kerr sobre genética, determinação de castas, comunicação por trilha de odor e manejo racional. Nidifica em ocos de árvores como cararaúba, andiroba e bacuri. Visita mais de 60 espécies de plantas diferentes, incluindo caju, manga, açaí e diversas culturas comerciais. É registrada como vítima de cleptobiose por Lestrimelitta limao. Já foi introduzida com sucesso no arquipélago de Fernando de Noronha, onde sua população foi monitorada por mais de uma década. É conhecida pelos indígenas Kayapó como "ngài-re", e no Brasil também como "tiúba", "tiûba-grande" e "jandaíra-preta-da-Amazônia" — documentada desde 1845, num dos primeiros textos sobre as abelhas do Piauí.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Smith (1854), Kerr et al. (1986, 2001), Posey (1983, 1986), Castello Branco (1845), Venturieri, Raiol & Pereira (2003).
Também conhecida como
tiúba, tiûba-grande, jandaíra-preta-da-amazônia, ngài-re, uruçu-cinzenta, tiuba-do-maranhão
Onde ocorre
Estados (Brasil): Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Pará (PA), Piauí (PI), Tocantins (TO)