Uruçu-amarela
Melipona flavolineata

Descrita em 1900 por Friese. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Espécie exclusiva do Brasil, registrada no Ceará, Maranhão, Pará e Tocantins, com localidade-tipo em Pará. Nidifica em ocos de árvores, incluindo na base de troncos. É polinizadora do açaizeiro (Euterpe oleracea). É conhecida pelo povo indígena Kayapó de Gorotire, Pará, pelos nomes "ngài-kumrenx" e "mehn-krak-krak-ti", com uso tradicional de mel e cera, e registro de planta tóxica evitada pela espécie ("kangàrà-kanê", Tanaecium nocturnum). Foi tema de estudos sobre comunicação por trilha de odor e marcações químicas de fontes de alimento. Seu ninho já foi hospedeiro de ácaros dos gêneros Macrocheles, Tyrophagus e Hemileius. Já foi registrada em comportamento de pilhagem (roubo de recursos entre colônias). É conhecida popularmente como "uruçu-amarelo", "ira-açu" e "iraaçu".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Friese (1900), Schwarz (1932), Posey (1983, 1986), Posey & Camargo (1985), Souza (1978), Nieh (1998).
Também conhecida como
uruçu-amarela, ira-açu
Onde ocorre
Estados (Brasil): Ceará (CE), Maranhão (MA), Pará (PA), Tocantins (TO)