Uruçu-boi
Melipona fuliginosa

Descrita em 1836 por Lepeletier — é a espécie-tipo do antigo grupo fuliginosa. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Ampla distribuição, registrada em muitos estados do Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e São Paulo), além de Argentina, Bolívia, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela, com localidade-tipo em Caiena, Guiana Francesa. Nidifica em ocos de árvores, coletando resina e sementes de Vismia. Já foi registrada saqueando ninhos da própria Melipona seminigra merrillae. Documentada desde 1845 num dos primeiros textos sobre as abelhas do Piauí, sob os nomes "urussú-boi" e "urussú-preto". É conhecida pelo povo Kaxinawá do Acre como "nara-buná-bisuki". Foi objeto de estudo sobre desmatamento em Rondônia (Brown & Albrecht, 2001), somando-se a outras Melipona já catalogadas nesse mesmo estudo. É conhecida por uma grande variedade de nomes populares: "uruçu-boi", "mandury-preto", "erereú-negra", "turuçu", "mel-de-anta" e "tapieira".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Lepeletier (1836), Schwarz (1932, 1948), Brown & Albrecht (2001), Castello Branco (1845), Oliveira (2002), Nogueira-Neto (1970, 1997).
Também conhecida como
uruçu-boi, mandury-preto, erereú-negra, turuçu, mel-de-anta
Onde ocorre
Estados (Brasil): Acre (AC), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Pará (PA), Piauí (PI), Rondônia (RO), Roraima (RR), São Paulo (SP)
Outros países: AR, BO, GF, GY, SR, VE