Uruçu-tigre ou uruçu-boca-de-anta
Melipona lateralis

Descrita em 1848 por Erichson. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Registrada no Brasil (Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela, com localidade-tipo na Guiana, provavelmente em Bartica. Possui numerosos sinônimos históricos, incluindo Melipona sicophanta (Gribodo, 1893), Melipona scutellaris flavofasciata (Ducke, 1916) e Melipona intermixta (Cockerell, 1918), reunidos sob esse nome válido após décadas de revisões taxonômicas. Nidifica coletando material de sementes e epicarpo de Coussapoa asperifolia magnifolia para construção do ninho, comportamento documentado em estudos na Amazônia Central. É considerada espécie defensiva/agressiva, com risco de extinção mencionado em estudos de Warwick Kerr sobre biodiversidade amazônica. Seu mel foi extensivamente estudado quimicamente na Venezuela. Seu ninho já foi hospedeiro do ácaro Proctotydaeus partamonae e do besouro forético Scotocryptus melitophilus.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Erichson (1848), Schwarz (1932, 1938, 1940, 1948), Garcia, Oliveira & Campos (1992), Kerr (2002), Roubik & Wheeler (1982).
Também conhecida como
uruçu-tigre, uruçu-boca-de-anta, nariz-de-anta
Onde ocorre
Estados (Brasil): Amapá (AP), Amazonas (AM), Pará (PA), Roraima (RR)
Outros países: GF, GY, SR, VE