Mandacaia-da-caatinga

Melipona mandacaia

Mandacaia-da-caatinga (Melipona mandacaia)

Região: Nordeste · Produção de mel: Alta · Conservação: Ameaçada

Descrita em 1863 por Frederick Smith. Pertence ao subgênero Melipona (Melipona). Espécie exclusiva do Brasil, endêmica da caatinga, registrada em Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, com localidade-tipo provável na Bahia. Uma das espécies de Melipona mais estudadas cientificamente do Brasil, com décadas de pesquisas sobre comunicação — incluindo a capacidade de comunicar a localização tridimensional de fontes de alimento (distância, direção e altura) através de sons e marcações de odor multissource, temas de vários estudos publicados por James Nieh e colaboradores. É considerada espécie endêmica e ameaçada de extinção, com risco documentado em estudos científicos sobre a fauna de abelhas da caatinga. Seu mel tem valor comercial elevado, com preço historicamente mais alto que o de outras espécies de meliponicultura na Bahia. É conhecida popularmente como "mandaçaia" e "mandaçaia-menor" (também "mandaçaia-do-norte"), documentada desde os escritos de Fritz Müller no Ceará, no século XIX.

Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Smith (1863), Schwarz (1932, 1948), Nieh et al. (2002, 2003, 2004), Martins (2002), Kerr (2002), Miranda et al. (2012).

Também conhecida como

mandacaia, mandacaia-da-caatinga, mandaçaia, mandaçaia-menor, mandaçaia-do-norte

Onde ocorre

Estados (Brasil): Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN), Sergipe (SE)

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