Manduri

Melipona marginata marginata

Manduri (Melipona marginata marginata)

Região: Sudeste

Descrita em 1836 por Lepeletier — é a espécie-tipo do subgênero Melipona (Eomelipona). Espécie exclusiva do Brasil, registrada em Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, com localidade-tipo em Minas Gerais. Nidifica em cavidades diversas, incluindo paredes de construções, ninhos de cupins e galerias escavadas por larvas de besouros cerambicídeos em troncos de árvores. É uma das espécies de Melipona mais estudadas cientificamente no Brasil, com décadas de pesquisas do próprio Warwick Kerr sobre determinação de castas, citogenética (incluindo experimentos sobre efeito da temperatura na indução de poliploidia), e sobre "refúgios" especiais construídos para abrigar rainhas virgens dentro do ninho. É conhecida por uma grande variedade de nomes populares: "manduri", "mandurim", "monduri", "mondori", "taipeira", "urussú-mirim", "guarapú-do-meudo" e "mandori-guaçu" — este último documentado desde o século XVIII, num dos primeiros manuscritos sobre a fauna brasileira.

Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Lepeletier (1836), Moure (1975, 1992), Kerr (1948, 1972, 1973), Ihering (1903, 1930), Teixeira, Papavero & Pujol-Luz (1999).

Também conhecida como

manduri, mandurim, taipeira, urussú-mirim, guarapú-do-meudo

Onde ocorre

Estados (Brasil): Ceará (CE), Pernambuco (PE), Bahia (BA), Rio de Janeiro (RJ), Minas Gerais (MG), São Paulo (SP)

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