Mandaçaia
Melipona quadrifasciata

Descrita em 1836 por Lepeletier. Pertence ao subgênero Melipona (Melipona). Espécie exclusiva do Brasil e países vizinhos, com ampla distribuição pelo Sul, Sudeste e Nordeste — presente em praticamente todos os estados dessas regiões, além de Argentina (Misiones) e Paraguai (Misiones). É tratada como politípica, com duas subespécies (quadrifasciata e anthidioides), cuja diferença no padrão das faixas abdominais pode estar relacionada a fatores recentes como clima e altitude. Uma das espécies de Melipona mais conhecidas e estudadas do Brasil, com centenas de trabalhos científicos sobre genética, citogenética, determinação de castas, comunicação, divisão de trabalho e conflito reprodutivo. Nidifica em ambientes muito variados: ocos de árvores, ninhos de barro de pássaros (joão-de-barro), no solo, em câmaras de formigueiros de saúva (Atta) e entre raízes na base de árvores. É registrada como alvo de cleptobiose pela abelha ladra Lestrimelitta ehrhardti. É uma das espécies de meliponicultura mais tradicionais do Brasil, com manual clássico dedicado só a ela ("A Mandaçaia", Aidar, 1996). É conhecida popularmente como "mandaçaia" — nome mais famoso e usado no Brasil para abelha sem ferrão —, além de "tumbihkihrasá", "mandasái", "mandassaia", "manassaia" e "amanassaia".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Lepeletier (1836), Kerr (1951), Moure (1975), Aidar (1996), Waldschmidt et al. (2002), Wenseleers et al. (2004).
Também conhecida como
mandaçaia, tumbihkihrasá, mandasái, manassaia
Onde ocorre
Estados (Brasil): Alagoas (AL), Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Rio Grande do Sul (RS), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP)
Outros países: AR, PY