Tujuba
Melipona rufiventris

Descrita em 1836 por Lepeletier. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Espécie exclusiva do Brasil, com distribuição restrita à bacia alta do Rio Paraná — oeste de Minas Gerais e São Paulo, sul de Goiás e leste do Mato Grosso do Sul, com localidade-tipo no norte de São Paulo. OBSERVAÇÃO TAXONÔMICA: o nome Melipona rufiventris foi historicamente mal aplicado a outras espécies do grupo rufiventris, o que gerou confusão taxonômica por décadas. Uma das espécies de Melipona mais estudadas cientificamente do Brasil, com centenas de trabalhos sobre reprodução, citologia, genética, glândulas exócrinas e comportamento de oviposição. Já foi registrada sendo morta em confronto direto por outra espécie de Melipona (M. anthidioides) e pela abelha ladra Trigona molesta. Foi exposta com amostras de mel e cera na Exposição Internacional de 1862. Associada a uma espécie de levedura descrita a partir dela, Starmerella meliponinorum. É conhecida popularmente como "tujuba", "tuiuva" e "tujuva", além de "uruçu" e "uruçu-amarelo" em algumas regiões.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Lepeletier (1836), Schwarz (1932, 1948), Salt (1929), Teixeira et al. (2003), Wilms, Imperatriz-Fonseca & Engels (1996).
Também conhecida como
tujuba, tuiuva, tujuva, uruçu-amarela, uruçu-boca-de-ralo
Onde ocorre
Estados (Brasil): Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), São Paulo (SP)