Uruçu-nordestina

Melipona scutellaris

Uruçu-nordestina (Melipona scutellaris)

Região: Nordeste · Produção de mel: Alta · Conservação: Pouco preocupante

Descrita em 1811 por Latreille, publicada no relato da famosa expedição de Humboldt e Bonpland — a mesma expedição que também descreveu Melipona fasciata. Pertence ao subgênero Melipona (Michmelia). Espécie exclusiva do Brasil, endêmica do Nordeste, registrada em Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com localidade-tipo genérica no Brasil, provavelmente coletada na Bahia. É uma das espécies de Melipona mais importantes econômica e culturalmente do Brasil, com preço de mel historicamente entre os mais altos da meliponicultura nacional. Alvo de centenas de estudos científicos sobre genética, citogenética, determinação de castas, comunicação, comportamento reprodutivo e conflito entre rainha e operárias. Nidifica em ocos de árvores, com comportamento defensivo e guardas sentinelas na entrada do ninho. Já foi introduzida experimentalmente até em uma estufa em Paris, onde travou combate com formigas locais. É registrada sendo pilhada por Trigona spinipes (irapuã) e como hospedeira de besouros inquilinos do gênero Scotocryptus. É conhecida popularmente como "uruçu", "uruçu-verdadeiro", "uruçu-do-nordeste", "urussu-boi", "irussu" e "eiruçu" — a abelha símbolo da meliponicultura nordestina.

Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Latreille (1811), Schwarz (1932, 1948), Aidar (1996), Rocha & Pompolo (1998), Tóth et al. (2002, 2004).

Também conhecida como

uruçu, uruçu-verdadeiro, uruçu-do-nordeste, uruçu-nordestina, urussu-boi, eiruçu

Onde ocorre

Estados (Brasil): Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Rio Grande do Norte (RN), Sergipe (SE)

Ver todas as espécies no Mapa das ASF