Iraí
Nannotrigona testaceicornis

Descrita em 1836 por Lepeletier — é a espécie-tipo de todo o gênero Nannotrigona. Espécie exclusiva do Brasil, com ampla distribuição — Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins —, além de registro na Argentina e Paraguai, com localidade-tipo no sul de Goiás. Nidifica em cavidades de árvores e paredes, muitas vezes associada a ninhos de formigas do gênero Camponotus. É registrada como vítima de cleptobiose pela abelha ladra Lestrimelitta limao. É uma das espécies de abelha sem ferrão mais estudadas cientificamente no Brasil, com décadas de pesquisas sobre comunicação (incluindo sinais sonoros e luminosos entre operárias), genética de populações, glândulas exócrinas e desenvolvimento ovariano. Seu mel tem atividade antibacteriana comprovada em estudos laboratoriais. Foi introduzida experimentalmente no Japão para uso em polinização de morangos em estufa, um dos primeiros casos de meliponicultura brasileira exportada para fins agrícolas internacionais. É conhecida popularmente como "iraí", além de "jataí-preta", "jataí-mosquito", "mombuca", "mombuquinha" e "lambe-suor".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Lepeletier (1836), Rasmussen & Gonzalez (2017), Maeta, Tezuca & Susuki (1992), Gonçalves, Alves Filho & Menezes (2005), Bego et al. (1989).
Também conhecida como
iraí, jataí-preta, jataí-mosquito, mombuca, mombuquinha, lambe-suor
Onde ocorre
Estados (Brasil): Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC), São Paulo (SP), Tocantins (TO)
Outros países: AR, PY