Cagafogo
Oxytrigona tataira

Descrita em 1863 por Frederick Smith — é a espécie mais conhecida e documentada do gênero Oxytrigona. Espécie exclusiva do Brasil, registrada na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, além do Paraguai, com localidade-tipo genérica ("Brasil"). Nidifica em ocos de árvores, apresentando comportamento defensivo extremamente agressivo, com secreção cáustica química estudada em detalhe desde a década de 1980. Um dos aspectos mais notáveis já documentados desde o século XIX é sua relação de mutualismo com ninfas de membracídeos (pequenos insetos sugadores de seiva): a abelha as protege e "ordenha" secreções açucaradas — comportamento descrito por Fritz Müller já em 1874 no artigo "Larvae of Membracis serving as milk-cattle" ("larvas de Membracis servindo como gado leiteiro"). Também já foi registrada visitando carcaças e coletando resina. Combate ativamente outras espécies de abelhas, como Scaptotrigona xanthotricha. Recebe uma quantidade impressionante de nomes populares documentados desde o século XVIII: "cagafogo", "caga-fogo", "barra-fogo", "botafogo", "eitátá", "ei-tata", "eirá-tatá", "atura", "tataira" e, pelos indígenas Kayapó, "kangàrà-krá-kamrek".
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Smith (1863), Schwarz (1948), Müller (1873, 1874, 1875), Seabra (1799), Posey (1983, 1986), Bian et al. (1984).
Também conhecida como
cagafogo, barra-fogo, botafogo, eitátá, atura, tataira, kangàrà-krá-kamrek
Onde ocorre
Estados (Brasil): Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC), São Paulo (SP)
Outros países: PY