Boca-de-sapo

Partamona helleri

Boca-de-sapo (Partamona helleri)

Região: Sudeste · Conservação: Pouco preocupante

Descrita em 1900 por Friese. Espécie exclusiva do Brasil, com ampla distribuição do Nordeste ao Sul do país — Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo —, com localidade-tipo em Blumenau, Santa Catarina. Seu nome é uma homenagem ao Prof. C. Heller. É a espécie mais conhecida do gênero Partamona, popularmente chamada de "boca-de-sapo" pelo formato característico da entrada do ninho, feita de barro misturado com própolis. Também recebe os nomes populares "iraxim" (do tupi "ira" + "xaim", que significa aproximadamente "ninho encaracolado de abelha"), "cu-de-vaca" e "cupira". Nidifica em locais bastante variados: ocos de árvores, entre raízes de bromélias, sob beirais, dentro de aparelhos de ar condicionado e até em ninhos abandonados de aves. É considerada uma espécie defensiva e agressiva quando ameaçada, podendo se enrolar em cabelos e morder a pele do invasor. Amplamente estudada geneticamente, é conhecida por apresentar cromossomos supranumerários (B) em suas populações.

Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Friese (1900), Ihering (1903, 1930), Pedro & Camargo (2003), Brito, Costa & Pompolo (1997), Nogueira-Neto (1970, 1997).

Também conhecida como

boca-de-sapo, iraxim, cu-de-vaca, cupira

Onde ocorre

Estados (Brasil): Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP)

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