Benjoí ou Mijui

Scaptotrigona polysticta

Benjoí ou Mijui (Scaptotrigona polysticta)

Região: Norte · Produção de mel: Média · Conservação: Pouco preocupante

Descrita em 1950 por Moure. No Brasil ocorre no Acre (Jordão), Amazonas (Manaus), Goiás, Maranhão (Chapadinha), Mato Grosso (Nova Ubiratã, Nova Xavantina), Minas Gerais, Pará (Cumaru do Norte, Oriximiná), Piauí, Rondônia, São Paulo (Martinópolis) e Tocantins (Araguaína, Fátima, Gurupi, Miracema do Tocantins, Porto Nacional, Santa Maria do Tocantins, Wanderlândia). Também registrada na Bolívia (El Beni, Santa Cruz), Colômbia (Cundinamarca), Peru (Cuzco) e Venezuela (Amazonas). Constrói ninhos em ocos de árvores, com agregações interespecíficas de ninhos registradas. Os índios Kayapó a chamam de "imrê-ti" e a semidometicam, utilizando mel, cera e conhecendo seu odor característico. Os índios Kaxinauá do alto rio Juruá a chamam de "bui-kaiaki" e "abelha-canudão". Foi registrada no Piauí desde 1845, sendo uma das primeiras abelhas sem ferrão brasileiras documentadas em literatura — sob os nomes populares "mijui" e "bijui" — com descrição detalhada do ninho, mel, cera e comportamento defensivo. Registrada visitando flores de Calophyllum brasiliense, Inga edulis, Cassia siamea, Miconia sp. e diversas outras espécies amazônicas.

Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Moure (1950), Castello Branco (1845), Camargo & Posey (1990), Oliveira (2002), Absy et al. (1984).

Também conhecida como

mijui, bijui, bui-kaiaki, abelha-canudão, imrê-ti, benjoi, benjuim, bijuí, bijuri, bojuí

Onde ocorre

Estados (Brasil): Acre (AC), Amazonas (AM), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Piauí (PI), Rondônia (RO), São Paulo (SP), Tocantins (TO)

Outros países: BO, CO, PE, VE

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