Pegoncito
Scaura latitarsis

Descrita em 1900 por Friese. Espécie exclusiva do Brasil, registrada em Goiás (Catalão), Mato Grosso do Sul (Três Lagoas), Minas Gerais (Alpinópolis, Brasilândia de Minas, Uberaba), Paraná (Floraí, Londrina) e São Paulo (Bauru, Cajuru, Icém, Jaboticabal, Jundiaí, Lençóis Paulista, Luís Antônio, Ribeirão Preto, Teodoro Sampaio). Constrói ninhos em termiteiros arbóreos ativos de Nasutitermes — convivendo com os cupins dentro do ninho. Registrada coletando pólen de Urena lobata (Malvaceae), Miconia minutiflora (Melastomataceae), Amaranthus spinosus (Amaranthaceae) e Piper gaudichaudianum (Piperaceae), raspando o pólen das superfícies das pétalas com os basitarsos posteriores adaptados. Nota taxonômica: esta espécie é interpretada no sentido estabelecido por Melo & Costa (2004), restrita às populações do vale do Rio Paraná no sudeste do Brasil. Muitos registros históricos citados sob este nome referem-se a outras espécies do gênero, especialmente Scaura amazonica e Scaura argyrea. Histórico de sinonímias: Scaura aspera Nogueira et al., 2019 é sinônimo júnior desta espécie.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Friese (1900), Camargo (1984), Laroca & Lauer (1973), Melo & Costa (2004), Nogueira et al. (2019).
Também conhecida como
pegoncito, sharabata, txashkû-mexupa
Onde ocorre
Estados (Brasil): Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Paraná (PR), São Paulo (SP)