Mombuca, abelha-necrófaga
Trigona hypogea

Descrita em 1902 por Silvestri. No Brasil ocorre no Amapá (Macapá), Amazonas (Manaus), Maranhão (Alcântara, Barreirinhas, Chapadinha, Grajaú, São Luís), Mato Grosso (Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina), Mato Grosso do Sul (Campo Grande), Minas Gerais (Lavras, Paracatu, Pirapora, Uberlândia), Pará (Belém, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte) e São Paulo (Bauru, Franca, Ribeirão Preto). Também registrada na Bolívia (Cochabamba, El Beni, Santa Cruz) e Colômbia (Amazonas, Meta). É uma das poucas abelhas necrófagas do mundo — coleta proteína de animais mortos (carcaças) em vez de pólen para alimentar suas larvas. Constrói ninhos em cavidades subterrâneas rasas e em ocos de cupinzeiros no solo. O mel é escuro, de sabor forte e único, muito diferente do mel de outras espécies. Os índios Kayapó a chamam de "mehtyk" e utilizam o mel medicinalmente.
Fontes: Camargo, J. M. F., Pedro, S. R. M. & Melo, G. A. R. (2023). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. moure.cria.org.br/catalogue. Silvestri (1902), Schwarz (1948), Camargo & Posey (1990), Roubik (1982), Silveira et al. (2002).
Também conhecida como
mombuca, mehtyk, abelha-de-carne, abelha-urubu, mombuca-de-chão, abelha-necrófaga
Onde ocorre
Estados (Brasil): Amapá (AP), Amazonas (AM), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), São Paulo (SP)
Outros países: BO, CO